Depois de alguns atropelos com o Wave, o Google lançou ontem o Buzz, um serviço de compartilhamento de informação que parece querer reiventar o Gmail e, de quebra, dar uma sacudida no Twitter.
O Google Buzz é em si uma boa ideia. Integrado ao Gmail ou rodando em seu celular, o brinquedinho promete oferecer a você, seus seguidores e seguidos um meio prático de trocar idéias em tempo real, assim como fotos e dicas georeferenciadas (Foursquare?). Confira comigo no replay:
Durante o dia de ontem, à medida que mais e mais contas recebiam o aviso que a ferramenta estava habilitada, a “coisosfera” começou a se manifestar por lá. Explico para você, querido cliente, o que vem a ser este movimento.
Há pelos menos dez anos um grupo de 150 (400, 500, 1000?) usuários são os mais representativos avatares do que, nas aulas da Marketing, se poderia chamar de “early adopters”. Eles já foram Orkuteiros, Facebookeiros, Plurkeiros, Twitteiros e, claro, estavam lá movimentando os primeiros posts no Buzz. Como eu sei? Bom, eu mesmo sou um deles.
O ciclo de participação desta turma, chamada no mundão de “formadores de opinião”, ou como preferir nosso modus operandi, segue inalterado desde os primeiros protótipos do Orkut: nós chegamos, nos adicionamos mutuamente, reclamamos, achamos tudo muito aquém do esperado e sumimos, três meses depois.
Passado este tempo, alguns de nós, jornalistas, começam a citar em reuniões de pauta que uma “nova mania surgiu no mundo digital”. Dali o assunto vai parar nos cadernos de informática e revistas especializadas e esses, fontes secundárias que são, pautam “uma grande revista semanal”, para só então aparecer por cinco minutos numa versão simplificada no horário nobre. É Fantástico!
Um dos meus posts no dia fazia um questionamento sobre este comportamento.
Como ferramenta de pensamento coletivo o Buzz tem potencial inegável, desde que, de fato, o utilizemos para somar conhecimentos e experiências. Mas parece que ninguém mais tem paciência (tempo, foco) para produzir conteúdo. Todos querem consumir, ou replicar nossa experiência de leitura. Nada mal, se não fôssemos nós aqueles que estamos liderando um mercado, concordam?
Cris Dias chegou a postar em seu blog algumas dúvidas quanto a integração do serviço a sua conta do twitter, produzindo questionamentos e movimentando aqui e ali boa parte de seu público. Arrisco a dizer que até mesmo criou um código de conduta tácito, levando muitos amigos a não associar suas contas de twitter ao Buzz. Esta questão sobre integração de redes sociais vale um post a parte!
Fábio Seixas, um dos empreendedores mais criativos desta geração, perguntou se o Buzz como plataforma de marketing, o que já demonstra planejamentos ocorrendo em cabeças por aí. Claro, que minha opinião assim, tão repentina é um reflexo de quem estou seguindo no momento. Arrisco a afirmar que 80% foi de #mimimi. Mas pode ser diferente.
Se você, como eu, chegou ontem com todo gás, vamos fazer valer o conceito por trás da coisa toda e realmente criar um ambiente de pensamento coletivo. E entender por coletivo algo com o que todo mundo contribui um pouco, retirando no todo mais do que poderia sozinho.
Se você, cliente, nos pedir para, em vez de um “viralzinho”, ou “perfilzinho no facebook”, fazer um “buzzezinho”, vamos entender juntos que o que vale afinal, como conversei com o Nick Ellis pelo twitter, é a capacidade de produzir bons artigos, bons vídeos, bons programas de rádio, enfim boa comunicação.
A Internet foi criada como fonte de contingência de dados militares e acadêmicos, a web como desdobramento comercial deste conceito. O que vale são as pessoas e as ideias que juntos produzem.
O resto é distribuição.
Rosana Herman pegou uma carona com @crisdias e colocou você no banco de trás para explicar a diferença entre TV, Blog e Twitter na criação de personas X manifestação do "eu real".
Marco Gomes, este menino-gênio da raça reiventou a boo-box que agora está "chique-do-último". As novidades são muitas e aconselho vocês a darem um pulinho no site da ferramenta de rentabilização e conferir a que melhor se adapta a sua necessidade: temos plugins, uma interface de cadastro mais amigável, e widgets, muitos widgets.

Mantive uma quarentena profilático-sabática antes de escrever este post por motivos técnicos: eu precisava ver a solução rodando um tempo antes de registrar aqui no Contém Conteúdo.
Eis que hoje, passadas duas semanas de um pré-lançamento sem muito alarde, chegou a hora de contar que a nova versão do Carreirasolo.org, o blog do Profissional Freelancer Brasileiro, está no ar, com todas as novidades, pompas e circunstâncias.
Para ficar atento: mapa publicado pelo jornal francês Le Monde representa o uso em horas/mês das principais redes sociais.
Os bam-bam-bans estão lá, é claro, mas vale a pena conhecer os parceiros menos alardeados pela mídia.
Tasty é o nome de uma ferramentinha bem interessante. Simples e direta a o ponto ela conta pra você as tags associadas a uma url no del.icio.us. E de lá, você pode tirar conclusões interessantes. Fiz dois testes: o primeiro, com o Contém Conteúdo:
O comando rebelde acabou de interceptar uma comunicação do Império numa faixa de ondas de alta freqüência indicando que as movimentações ao redor da criação de mais um grande atrator de conteúdo já se iniciou. Yahoo-Fet, o mercenário mais procurado em 38 sistemas é um dos comandantes da operação.
O blog ALT1040 elegeu o dia 03/12 próximo para ser o Twitter Musical Day onde as microblogadas serão só sobre títulos e trechos de músicas. Bem legal e simpática a idéia e, na esteira do post sobre Wendy Carlos, sugiro brincarmos disso também. Quem topa? Acho que a data seria a mesma...até para (tentar) unir leitores, seguidores etc e que tais; mas o tema poderia ser mais afeito a nossa esfera.
Fábio Caparica pensou um pouco sobre "Cognição, Covers e Afins" e, em vez de comentar, estou aqui cometendo um rápido post sobre o tema. O que se lançou por lá muito rapidamente foi que o background de referências (formação, educação, consumo de conteúdo ao longo da vida) faria você prestar atenção em determinados padrões de pensamento (modelos mentais) em detrimento de outros.